Que cara a Matemática tem?

Em uma pesquisa realizada pelo professor Humberto Bortolossi (UFF) nos 12 anos da Educação Básica de uma escola, os alunos foram solicitados a desenharem a cara da matemática. As imagens foram catalogadas como representando posturas positivas, negativas ou ambíguas em relação à Matemática (vídeo de 20 minutos com a apresentação).

As imagens negativas, como monstros, por exemplo, começaram a surgir no 6º ano de escolaridade.

Perguntas para discussão:

  1. Que fatores podem levar a este resultado? E como testar a influência destes fatores para a imagem que os estudantes criaram da matemática?
  2. Nesta pesquisa não se buscou conhecer a visão que os professores destes estudantes possuíam sobre a matemática. Será que existe uma correlação entre a imagem produzida pelos estudantes e pelos professores?
  3. O que é matemática para os estudantes que têm uma visão positiva (respectivamente, negativa)?

A cara da matemática cultivada pela escola de forma geral e ainda alimentada por muitos professores e principalmente pela sociedade brasileira é de uma área de difícil compreensão, principalmente nos anos finais do ensino fundamental, ou seja, parte das dificuldades atribuídas a aprendizagem matemática, tem caráter socialmente construída (considero uma constatação considerando minha experiência como professora da educação básica). Esta construção acontece na família, na própria escola e desconstruir este sentimento que o aluno desenvolve tem se constituído um grande desafio no ensino médio, pois a maioria dos alunos não estão dispostos a investir em práticas que desconstroem este mito de dificuldade intransponível.

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